‟Viver com uma multidão de valores, normas e estilos de vida em competição, sem uma garantia de estarmos certos, é perigoso e cobra um alto preço psicológicoˮ (Zygmunt Bauman)

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Andriano C. Martins

 

             O medo e a ansiedade começam a ser reconhecidos como patológicos no momento em que há o exagero, a desproporcionalidade em relação ao motivo”. A ansiedade patológica interfere na qualidade de vida do indivíduo, provocando desconfortos físicos e emocionais. ‟A forma fácil de diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica é basicamente avaliar se a reação ansiosa é de curta duração, autolimitada e relacionada ao estímulo do momento ou não” (MOURÃO, 2017, p. 46).
         Para o tratamento da ansiedade patológica, deve-se observar há quanto tempo o indivíduo está sofrendo: para ser considerada um patologia, ela deve ser de longa duração. Assim, é preciso avaliar e analisar os motivos apresentados pelo paciente, para ter certeza em relação ao tipo de transtorno de ansiedade que ele apresenta.
         Após a avaliação e constatada a ansiedade patológica, o psicólogo deverá empregar técnicas de psicoterapia para o tratamento. Além desta, outras técnicas também auxiliam, como a acupuntura.
         Segundo Picolli (2010), a ‟acupuntura não é uma técnica que propicia curas milagrosas de nenhum tipo de patologia que se pretende tratar”, mas os pacientes submetidos à técnica de tratamento da ansiedade por meio de acupuntura apresentam melhora nos sintomas a partir da quarta sessão.
         Técnicas de relaxamento e controle respiratório também são eficazes para o tratamento da ansiedade. Segundo (MOURÃO, 2017 apud GABBARD, 2009), técnicas de terapia cognitiva, como ‟saciação e hipnose”, cessação dos pensamentos,‟imersão e reversão de hábitos” também são eficazes para o tratamento da ansiedade (MOURÃO, 2017, p. 71).

 

REFERENCIAS:
MOURÃO, Roberta G. Vita. TRASNTORNOS MENTAIS QUE AFETAM O ADULTO. Distrito Federal. Unyleya. 2017.

PICOLLI, André Luiz da Silva. O tratamento da ansiedade por intermédio da acupuntura: um estudo de caso. Psicologia Ciência e Profissão. Disponivel: <http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=282021781015> Acesso em: 19, Maio,2018.

Andriano C. Martins

 

      A medicina do tráfego por meio do profissional médico habilitado, possui conhecimentos importantes, capazes de abordar questões relacionadas a acidentes de tráfego. Com ações médicas, essa área de atuação pode promover a prevenção e cuidados da saúde do motorista relacionados a doenças osteomusculares e auditivas, hipertensão, deficiências físicas, neuroses e distúrbios comportamentais, entre outros (ALVES, 2015).
     A medicina do tráfego contribui para a redução dos acidentes de trânsito quando, antes de habilitar o indivíduo a conduzir veículos automotores, identifica nos exames de aptidão física e mental que o candidato não tem condições de habilitação, impedindo que ele conduza um veículo automotor e colaborando para a prevenção de acidentes. Outras formas de colaboração para a redução de acidentes é o emprego de exames periódicos para a renovação da habilitação. Nestes, o médico consegue diagnosticar, por meio de exames, que o motorista habilitado não está mais em condições de conduzir veículos.
      Outro fator de suma importância em relação à contribuição da medicina do tráfego com ações de prevenção a acidentes de trânsito é detectar, por meio de exames específicos de sangue, os níveis de toxidades e alcoolemia no organismo do condutor, que alterem as suas condições de conduzir um veículo automotor.
      Embora esse tipo de exames de alcoolemia venha sendo comum em blitz de trânsito, por meio de equipamentos etilômetros, outros testes não possuem homologação junto ao DENATRAN e devem ser aferidos por médicos habilitados. Dessa forma, ao constatar que o motorista está sob a influência de álcool ou substâncias tóxicas, este é impedido de continuar a conduzir o veículo.
      Outro conhecimento da medicina de tráfego importante para a redução de acidentes de trânsito se dá por meio das perícias e avaliações. Estas podem contribuir junto ao Poder Público, auxiliando na elaboração e aplicação de legislação relativa á medicina e segurança do tráfego.
      Quanto à psicologia do tráfego, ela também cumpre um papel importante para a redução de acidentes de trânsito. O profissional psicólogo habilitado em psicologia do trânsito poderá colaborar quando, nas avaliações psicológicas dos candidatos a obter a carteira de habilitação, venha a diagnosticar com entrevistas e testes psicométricos, que o indivíduo não está apto a conduzir veículos automotores. As técnicas de avaliação psicológica utilizadas pelos psicólogos de trânsito, têm a finalidade de auxiliar na identificação de adequações psicológicas mínimas necessárias, de forma a assegurar que o candidato tem habilidades de dirigir. Estes recursos de identificação de habilidades têm condições de prever a probabilidade de um indivíduo se envolver em acidentes (GROEGUER, 2003).
     O psicólogo e o médico do tráfego podem realizar palestras educativas do trânsito em escolas, associações de moradores, empresas, por exemplo, durante a semana do trânsito. Dessa forma, colaboraram para a educação e a prevenção de acidentes de trânsito.

 

REFERÊNCIAS

ALVES, D. P. Medicina do Tráfego. Distrito Federal.: Unyleya. 2015.

GROEGER, J. A. (2003). Testes Psicológicos podem predizer habilidade para dirigir, In: RISSER, R. (Org.) Estudos sobre a avaliação psicológica de motorista. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. p. 79_95.

Andriano C. Martins

Antes de 1920, a educação do trânsito era regida por um caráter normativo tendo como proposta diminuir os acidentes de trânsito. No entanto, o crescimento do número de veículos mais luxuosos, dotados de novas tecnologias e mais velozes, contribuindo para o aumento do número de acidentes, forçou os governos de diversos países a assumirem que era necessário sair do aspecto legislativo e atuar na formação do cidadão, por meios de disciplina de educação do trânsito.
Nesse contexto, os Estados Unidos, a partir de 1920 vieram a ser a primeira referência em termos de educação para o trânsito. O país implementou a disciplina ‟driver education” (educação do motorista) nas escolas, tendo como foco principal a habilitação, noções de manutenção e conhecimentos das leis para os indivíduos interessados em dirigir veículos automotores.
A partir da década de 1930, a fim de diminuir os acidentes de trânsito, os Estados Unidos passaram a adotar campanhas educativas sobre o trânsito. Em seguida, Inglaterra e Suécia, também adotaram uma legislação e fiscalização mais rígidas para a diminuição dos acidentes.
A atenção para o trânsito em outros países se intensificou a partir de 1970. França, Japão e Austrália passaram a tratar o assunto em âmbito federal, criando conselhos para a segurança do trânsito, no sentido de controlar as atividades viárias e reduzir o número de acidentes. A preocupação com trânsito foi ganhando força, e cada país passou a ter uma política própria para tratar as questões de educação.
Nos Estados Unidos e na Europa, a educação do trânsito passou a visar ao uso do automóvel com a perícia adequada dos condutores. O Japão direcionou as campanhas educativas para os transportes coletivos, criando uma disciplina denominada ‟traffic educationˮ (educação do tráfego), que tinha como objetivo o ensino e a pesquisa de comportamentos considerados adequados para um mundo moderno.
As questões de educação do trânsito passaram a ter mais ênfase a partir dos modelos educacionais propostos por diversos países. Por exemplo, a Austrália foi pioneira no uso de cenas impactantes a partir da década de 1980, o país passou a utilizar cenas fortes em suas campanhas, com o intuito de diminuir o índice de mortes no trânsito. A seguir, a França uma das maiores potências econômicas do mundo, a partir do ano de 2000, adotou o modelo australiano, criando leis mais severa. A República Tcheca, em 2008, adotou o modelo australiano, com cenas que mostravam que o desvio da atenção poderia gerar um grave acidente.
O Reino Unido por sua vez, deu menos ênfase às cenas impactantes, adotando em suas campanhas temas com o celular e embriaguez no volantes com uma linguagem mais humorística e sutil.
Já a Alemanha, que em 2008 tinha campanhas para conscientizar os motoristas sobre a direção segura, passou a adotar a partir de 2012 campanhas mais impactantes, com maiores ênfases sobre os riscos de dirigir embriagado. (PEREIRA, 2015).
Por outro lado, o Brasil tem evitado a banalização, não adotando o uso de imagens fortes em suas campanhas educativas. O objetivo é promover a conscientização de que todo cidadão tem a sua cota de responsabilidade no trânsito. As campanhas educativas de trânsito no Brasil tiveram início a partir da criação do Dia Nacional do Trânsito, juntamente com a criação do Código Nacional de Trânsito, em 23 de setembro de 1997. Esse documento tinha o seguinte objetivo: ‟estabelecer uma campanha intensificada de conscientização das pessoas sobre o seu comportamento utilizando veículos ou agindo como pedestres” (BRASIL, 2017).
Esse tema passou a ganhar força e destaque a partir do ano de 2004, com a Política Nacional do Trânsito (PNT), preocupando-se com a civilização e a conscientização de todos os envolvidos no trânsito. A partir de 8 de maio de 2008, por meio da Resolução nº 314 do CONTRAN, as campanhas educativas do trânsito passaram a abordar aspectos da preservação da vida, da saúde e do meio ambiente. Dessa forma, o Brasil tem buscado realizar campanhas educativas por meio de linguagens menos impactantes do que em outros países. (PENA, 2017).
Para o ano de 2017, o CONTRAN (Resolução 654/17) estabeleceu normas e cronogramas de educação do trânsito, e as mensagens a serem utilizadas em nível nacional tinham o tema ‟Minha escolha faz a diferença no trânsitoˮ. A campanha a ser realizada mensalmente tinha iniciativas direcionadas à segurança no trânsito por meio de ações que envolvessem os seguintes temas: voltas às aulas, respeito aos pedestres e aos ciclistas, conscientização sobre o uso de motocicletas, uso do celular e álcool e direção.
Assim, o tema escolhido possibilita promover ações em todos os segmentos que envolvem os usuários das vias: pedestres, ciclistas, motoristas, passageiros e condutores, buscando a valorização da responsabilidade de cada um.

REFERÊNCIAS:

PENA, Rodolfo F. Alves. “25 de setembro: Dia do Trânsito”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-transito.htm>. Acesso em 15 set. 2017.

PEREIRA, Daniel Celestino de Freitas. Educação para o Trânsito. Distrito Federal.: Unyleya, 2015.

PORTAL BRASIL. Contran lança diretrizes para campanha de trânsito. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2017/01/contran-lanca-diretrizes-para-campanha-de-transito. Acesso em 15 set. 2017.

PORTAL DO TRÂNSITO – Contran define tema a ser trabalhado durante todo o ano e não só na Semana de Trânsito: Disponível em: http://portaldotransito.com.br/educacao/semana-nacional-de-transito/contran-define-tema-ser-trabalhado-durante-todo-o-ano-e-nao-so-na-semana-de-transito/. Acesso em 15 set. 2017.

Andriano C. Martins

A medicina do tráfego por meio do profissional médico habilitado, possui conhecimentos importantes, capazes de abordar questões relacionadas a acidentes de tráfego. Com ações médicas, essa área de atuação pode promover a prevenção e cuidados da saúde do motorista relacionados a doenças osteomusculares e auditivas, hipertensão, deficiências físicas, neuroses e distúrbios comportamentais, entre outros (ALVES, 2015).
A medicina do tráfego contribui para a redução dos acidentes de trânsito quando, antes de habilitar o indivíduo a conduzir veículos automotores, identifica nos exames de aptidão física e mental que o candidato não tem condições de habilitação, impedindo que ele conduza um veículo automotor e colaborando para a prevenção de acidentes. Outras formas de colaboração para a redução de acidentes é o emprego de exames periódicos para a renovação da habilitação. Nestes, o médico consegue diagnosticar, por meio de exames, que o motorista habilitado não está mais em condições de conduzir veículos.
Outro fator de suma importância em relação à contribuição da medicina do tráfego com ações de prevenção a acidentes de trânsito é detectar, por meio de exames específicos de sangue, os níveis de toxidades e alcoolemia no organismo do condutor, que alterem as suas condições de conduzir um veículo automotor.
Embora esse tipo de exames de alcoolemia venha sendo comum em blitz de trânsito, por meio de equipamentos etilômetros, outros testes não possuem homologação junto ao DENATRAN e devem ser aferidos por médicos habilitados. Dessa forma, ao constatar que o motorista está sob a influência de álcool ou substâncias tóxicas, este é impedido de continuar a conduzir o veículo.
Outro conhecimento da medicina de tráfego importante para a redução de acidentes de trânsito se dá por meio das perícias e avaliações. Estas podem contribuir junto ao Poder Público, auxiliando na elaboração e aplicação de legislação relativa á medicina e segurança do tráfego.
Quanto à psicologia do tráfego, ela também cumpre um papel importante para a redução de acidentes de trânsito. O profissional psicólogo habilitado em psicologia do trânsito poderá colaborar quando, nas avaliações psicológicas dos candidatos a obter a carteira de habilitação, venha a diagnosticar com entrevistas e testes psicométricos, que o indivíduo não está apto a conduzir veículos automotores. As técnicas de avaliação psicológica utilizadas pelos psicólogos de trânsito, têm a finalidade de auxiliar na identificação de adequações psicológicas mínimas necessárias, de forma a assegurar que o candidato tem habilidades de dirigir. Estes recursos de identificação de habilidades têm condições de prever a probabilidade de um indivíduo se envolver em acidentes (GROEGUER, 2003).
O psicólogo e o médico do tráfego podem realizar palestras educativas do trânsito em escolas, associações de moradores, empresas, por exemplo, durante a semana do trânsito. Dessa forma, colaboraram para a educação e a prevenção de acidentes de trânsito.

REFERÊNCIAS

ALVES, D. P. Medicina do Tráfego. Distrito Federal.: Unyleya. 2015.

GROEGER, J. A. (2003). Testes Psicológicos podem predizer habilidade para dirigir, In: RISSER, R. (Org.) Estudos sobre a avaliação psicológica de motorista. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. p. 79_95.

Libido e prazer não são sinônimos, ainda que haja uma fácil relação conceitual entre os dois termos.. (Em produção)

A análise psicanálitica é capaz de ajudar o neurótico a perceber a sua dualidade de comportamento e fortalecer o seu Ego. (Em produção)

Andriano C. Martins

RESUMO– Atos de violência divulgados nos meios de comunicações, boatos e discussões fazem parte do cotidiano de todo cidadão dos centros urbanos, entrelaçando medo e violência urbana, gerando situações que dificulta distinguir entre realidade e imaginação. Este artigo compreende que as questões referentes às manifestações de medo, relacionado a criminalidade e atos de violência, tem ocasionado sofrimento psíquico. O estudo tem como base investigativa a pesquisa bibliográfica em artigos científicos e sustentação teórica em obras de autores da psicanálise e sociologia. Conclui-se que a violência urbana altera drasticamente as relações entre indivíduos, gera mudanças em normas e padrões de conduta, alterações funcionais cognitivas, emoção e educação, e evoca novos padrões de segregação socioespacial decorrentes desses conflitos.

PALAVRAS-CHAVE: Medo. Violência. Imaginário do medo. Angústia. Sofrimento psíquico.

ABSTRACT-Acts of  violence disclosed in the media, rumors and discussions are part of the everyday life of every citizen of urban centers, intertwining fear and urban violence, generating situations that makes it difficult to distinguish between reality and imagination. This article understands that the questions regarding the manifestations of fear, related to criminality and acts of violence, have caused psychic distress. The study is based on the investigative bibliographic research in scientific articles and theoretical support in works by authors of psychoanalysis and sociology. It is concluded that urban violence drastically alters the relationships between individuals, generates changes in norms and standards of conduct, cognitive functional alterations, emotion and education, and evasits new patterns of socio-spatial segregation resulting from these Conflicts.

 KEYWORDS: Fear. Violence. Imaginary of fear. Anguish. Psychological distress.

 

INTRODUÇÃO      

A exposição de atos de violência, divulgados em massa por meios de comunicação, boatos e discussões no cotidiano dos indivíduos, tem fortalecido, segundo Corrêa (2010), o imaginário do medo, estimulando manifestações de mal-estar, ansiedade e angústias, e promovendo, assim, o medo do outro no convívio do espaço urbano. Presente desde os primórdios da história da humanidade, a violência se manifesta em todas as esferas do convívio social. É uma realidade existente nos centros urbanos em todo o mundo, tornando-se uma preocupação de todos, independentemente da etnia ou da condição social e econômica.

Esse imaginário do medo urbano no mundo globalizado é hoje povoado de figuras que provocam ameaças, por meio de narrativas que articulam medo e pânico — imagens de assaltos, assassinatos e atentados contra a vida —, bem como de enunciados na mídia que colocam o medo em uma relação estreita com o outro. As narrativas de crimes violentos produzem uma simbologia (CORRÊA, 2010), constituída por um imaginário urbano do medo que envolve toda uma sociedade com sentimento de insegurança. Presentes no imaginário, produzem desconfiança e medo em relação aos outros sujeitos no convívio social.

São inúmeras as situações desencadeadoras de medo nos centros urbanos: o carro blindado da polícia (o “caveirão”) representa um perigo iminente de conflitos com marginais, podendo resultar em uma bala perdida; buzinas de automóveis podem refletir alguma briga em curso; transeuntes com vestimentas que causam suspeitas transmitem insegurança. O desconhecido torna-se um criminoso potencial. Contudo, a sensação produzida é a de que a violência está generalizada, sem controle; o medo passou a fazer parte do cotidiano dos indivíduos que moram nos grandes centros urbanos.

Assim, este artigo tem como objetivo compreender como a violência urbana contribui para o estado de medo, especificando as principais formas de manifestação do medo e do sofrimento psíquico frente a violência urbana. Pretende-se contribuir para o conhecimento acadêmico sobre o tema, estimulando estudos futuros no campo da psicologia.

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